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Samae investe em Estaes de Tratamento de Esgoto

As obras na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Parque Alvorada seguem em andamento. No local, está sendo feito aterramento, onde serão colocados 16 tanques, que ficam semi enterrados. “Iremos atender o Centro, parte da Coloninha e Vila São José. Esta é a Estação que era na Vila e foi transferida de local em função de alguns problemas causados pelo solo. Acredito que até o final deste ano esta ETE já esteja em funcionamento”, afirma o diretor Geral do Samae, Everson Casagrande.


O valor total desta obra é de aproximadamente RS 3 milhões.


 


A outra ETE, na Urussanguinha, ao lado da Câmara de Vereadores, já está bem adiantada. “Falta apenas o laudo final do Corpo de Bombeiros. O valor desta obra é de aproximadamente RS 2 milhões”, explica Casagrande.


 


Na tarde desta segunda-feira, 21, o diretor de Operações do Samae, Márcio Honório, realizou vistoria nas obras. “Demonstrando a preocupação com os araranguaenses, este é mais um importante passo que o Samae está dando. São grandes obras que fazem parte do cuidado com saúde pública, saneamento e bem estar da população”, destaca.


 


Como funcionam as Estações de Tratamento de Esgoto


 


A primeira etapa do tratamento é barrar os sólidos que vem junto com o esgoto. Para reter o material pesado, duas linhas de grades impedem a entrada de madeira, garrafas de refrigerante, pedaços de papel e fios de cabelo que chegam pela tubulação.


 


A fase seguinte, chamada de desarenação, serve para retirar a terra e a areia que se misturam à sujeira. No fundo de uma grande caixa, um tubo joga ar na água, fazendo com que as partículas em suspensão formem uma espiral e se depositem no fundo. A retenção também evita que o atrito dos sedimentos estrague as bombas que impulsionam o líquido no tratamento. Pequenos grãos de dejetos e de fezes são eliminados na chamada decantação primária. Por serem mais densos, esses tipos de resíduo tendem a ficar acumulados no fundo do tanque.


 


Em seguida, uma pá que se move lentamente empurra a massa sólida para uma espécie de ralo. De lá, esse lodo segue para outro setor do sistema de tratamento, podendo se transformar em adubo ou ser usado para gerar energia. A água do esgoto inicial, ainda suja, vai para o tanque de aeração, habitado por uma rica fauna de bactérias e considerado o coração da estação de tratamento. Lá, um tubo injeta microbolhas de ar, que ativam a voracidade desses microorganismos. Alimentando-se da matéria orgânica dissolvida no esgoto, os microorganismos do tanque comem a sujeira em uma velocidade milhares de vezes maior do que em um rio.


 


O líquido que sai do tanque de aeração está quase limpo, mas ainda sobraram as bactérias. Como elas também são mais densas que a água e se agrupam no fundo do tanque. Aí começa a chamada decantação secundária: em tanques redondos, uma pá giratória separa os microorganismos da água limpa e manda-os de volta ao tanque de aeração.


 


Depois de tratada, a água que sai da estação está pronta para ser devolvida ao rio. Mesmo que o produto final seja uma água bem mais limpa, ela ainda apresenta alguns organismos causadores de doenças.  Para ser reutilizada, ela é filtrada e clorada. Depois disso, a água serve para irrigação e uso industrial, mas ainda não é potável. Nesse ponto, sua qualidade equivale à das represas usadas para o abastecimento das cidades.




 


Renata Rocha

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